Quem viaja de ônibus nas rodovias do Rio Grande do Norte convive com o
mau estado dos veículos e os riscos de acidentes. Ao todo, a Polícia
Rodoviária Federal registrou, de 1º de janeiro até ontem, 346 acidentes
envolvendo ônibus que fazem linhas intermunicipais e interestaduais em
todo Estado. O número é 11% menor que o registrado em 2010, quando
houveram 389 acidentes. Contudo, o número de feridos cresceu, passando
de 19 para 21 dos feridos grave e de feridos leves, de 59 para 61 casos.
Na última semana, um ônibus da empresa Jardinense que fazia a linha de
Natal para Caicó pegou fogo na BR-226, a cerca de 10 quilômetros da
cidade de Santa Cruz. Passageiros chegaram a pular pelas janelas
desesperados. O ônibus queimou totalmente, mas não houve feridos, apenas
algumas pessoas ficaram tontas devido à intoxicação por causa da fumaça
que saía do veículo. Ainda não se sabe o motivação para o ocorrido. Uma
pane elétrica pode ser a provável causa. "O problema dificilmente seria
identificado em uma fiscalização de trânsito", explica o inspetor da
PRF Olinto José Neto.
No Conjunto Cidade das Rosas, em São Gonçalo do Amarante, a população
sofre não só com o número reduzido de veículos como também com o estados
dos veículos. "Os ônibus estão sucateados. Quebram todos os dias e
quando quebram, o passageiro tem que pagar uma segunda passagem para
chegar ao destino, porque não são substituídos em tempo hábil", disse
presidente do Conselho Comunitário César Eimar Lima de Menezes.
No
terminal de ônibus, um dos veículos que faz a linha Conjuntos Cidade
das Rosas, Jardim Petrópolis, Mirassol, havia sido substituído após a
quebra e, pouco tempo depois, deixou os passageiros na mão no meio do
percurso.
Para reivindicar transporte de qualidade, explica
César Eimar Lima de Menezes, os moradores, entraram com uma ação na
justiça solicitando maior frequência, pontualidade, direito a integração
(pagar apenas uma passagem se pegar mais de um ônibus em 60 minutos) e o
retorno do tráfego pela Avenida Bernardo Vieira, das linhas 133 e 176
(Golandin).
fonte; TRIBUNA DO NORTE
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